sobre a vida #6: então é natal, coisas novas, encruzilhada

merry christmas, yo-ho-ho.

Esse Natal está sendo bem diferente dos 19 anteriores da minha vida. Num sentido não tão bom, já que é o mais deprimente hahaha Acho que é porque é o primeiro que eu tenho que trabalhar ever, e mesmo que tenha sido só por meio período, ainda assim requer acordar, me arrastar até o escritório, e ficar lá com a bunda sentada em uma cadeira… sendo a única pessoa em um raio de quilômetros a fazer isso.

Enquanto isso, casais de amigos e amigos que ainda seguem carreira solo no mercado do amor postam fotos da praia, da ceia, do Caribe, etc.*suspiro*

Vantagem é que eu posso, sei lá, dar estrelinhas no escritório e correr pelada.

Não que eu tenha feito isso, mas é uma coisa que eu poderia fazer.

mudanças na vida

Ah, mas não é só isso. Engraçado como 2014 passou tão devagar e agora, ele passa tão rápido.

Mas, de qualquer jeito, ele está acabando! E percebi que preciso deixar algumas coisas irem embora junto com ele. Claro, tirando a parte emocional de mágoas e etc., coisas materiais também. Reorganizei meu guarda-roupa e despachei algumas coisas de lá. Me desfiz de uma lata inteira de glosses que eu não uso há uns 5 anos e devo ter há uns 8. Dá dó pelo fato da imensa maioria deles ainda estar praticamente intacto – e perfeitamente usável! – mas eu não tenho mais espaço para eles aqui, e, se eu não os usei em 5 anos, não serão nos próximos 5 que eu vou.

E eu me pergunto: por que raios eu comprei tantos se, no fundo, eu nunca gostei do look “comi frango assado e não usei guardanapo”? Por que diabos eu não me livrei deles logo?

Por que é que eu deixei praticamente a minha vida inteira ser tomada por esse apego imbecil? Eu sempre fui dessas que acumula milhões de coisas e tem um receio irracional de passá-las para a frente. Do tipo, sabe, “ah, não estou usando, mas com certeza ninguém vai cuidar melhor do que eu”.

Bem… não mais.

Pra mim, chega.

ok, beleza!… e aí, o que eu faço?

Mas é óbvio que sempre depois que você resolve fazer esses statements na vida, fica sem graça depois. como nessa cena aqui:

eu sendo linguini na vida real

Acontece que eu sempre fui do tipo que se decide, e vai meio que voltando atrás hahaha Sabe quando você briga com seu melhor amigo e fica “NÃO VOU FALAR COM VOCÊ”, e meia hora depois já tá “não, eu não vou falar. Me recuso. NÃO.” pra logo depois ficar “Hmmmm…. ah, vou falar vai”.

Então, eu sou basicamente assim com a minha vida inteira.

Por exemplo, alguém me faz algo de ruim, e eu boto na cabeça que vou parar de ser trouxa e virar a vadia sem coração que eu sempre sonhei ser. Mas aí eu me arrependo depois quando vejo que o resto do mundo é legal (ou não tão chato).

Mas não se engane, eu ainda almejo ser a vadia sem coração. Elas são tão fodas. Aaaaai…

trilha sonora #2: não sou tuas piranha

Época meio revolts marcada por muito tédio, insatisfação catalisada por insatisfações internas e a esperança de um bom porre a ser tomado nesse meio-fim da semana. Além de uma nostalgia bonita.

1. Extraordinary, de Clean Bandit feat. Sharna Bass

Rather Be? Esqueça! Além de estar todo mundo enjoado, essa daqui consegue ser três vezes melhor ❤

Mantém aquele ar etéreo de Clean Bandit, mas tem um ar mais fofo do que o hit anterior – não um fofo “cute”, um fofo suave, sabe? Meio lírico, poético… e eu gostei mais da voz da Sharna do que da Jess Glynne, mas acho que isso é mais questão de opinião heh.

Novo hit da vida, destronando Outside com uma relativa facilidade.

2. Bullet In My Hand, de Redlight King

Adoro o Spotify – me faz descobrir umas bandas que acho que nunca ouviria falar na vida não fosse pelo app (serviço de stream, ok! entendi). E, apesar da minha lista de artistas mais tocados contradizer isso, eu adoro rock! Sou meio doida por uma guitarra e super a favor do ecleticismo (?) musical – afinal, músicas diferentes servem para momentos diferentes, certo?

Mas enfim, em minhas andanças pela vida pra tentar reduzir um pouco a quantidade de artistas da laia Calvin Harris da lista, saí por aí caçando bandas diferentes e me deparei com essa. Som maravilhoso!

3. I’m Not Your Toy, de La Roux

Ah, La Roux. Não sendo as piranha de hómi nenhum desde 2000 e alguma coisa quando essa música foi lançada.

Estou com preguiça de procurar o ano certo, pare de me julgar e vai escutar essa lindeza que ainda tem uma das batidas mais legais da música pop e uma mensagem bacana pra todo mundo que está cansado de ser feito de trapo de chão pelo peguete cretino.

4. Rich Girl, de Luke Wade

A música nem é dele, mas a performance foi tão legal e a versão ficou tão linda que não pude resistir! O Luke tem uma das vozes mais diferentonas e legais de se ouvir que eu me deparei nos últimos tempos (daquelas que você sabe na hora quem é!), e só lamento que ele tenha sido eliminado do The Voice. Um dos meus favoritos desde o comecinho!

E ó, adoro o Pharrell, mas acho que ele ficou bem abaixo das expectativas como técnico 😦

5. Just a Kiss, de Lady Antebellum

Então… eu não escuto essa música. Não ando com ela no celular. Não tenho ela na minha lista do Spotify.
Na verdade, eu nem me lembrava que ela existia.
Ok, então por que isso está aqui?

Porque calhou da vida que a vida quis que, sempre que alguém ligasse o rádio, em algum lugar, essa joça começaria a tocar. Sério, aconteceu comigo umas 5 vezes. Em 3 dias.

Não sou de brincar com essas coisas, então, vida, já que você faz questão – Lady Antebellum procê. Espero que seja do seu agrado!

E nem é que eu não ache o som bom, mas é que eu ando numa fase tão não romântica que qualquer coisinha a respeito de se beijar à luz da lua (ou cafonices do gênero) me dá urticária, então não.

6. Divine Sorrow, de Wycleaf Jean feat. Avicii

A música é legal. Ah, não sei explicar! Eu gosto dela.

Colocaram um efeito legal na voz do Wycleaf pra ela ficar daquele jeito meio digitalizado, sabe? Pra ser sincera, nem senti nada do Avicii aí… acho que deve ter sido no “instrumental” (afinal, é isso o que ele faz nas músicas, não), mas não tenho certeza.

7. Wave, de Tom Jobim

VIU SÓ? NÃO SOU TÃO IGNORANTE ASSIM

#chupasociety

erm-em. Enfim. Certo.

Aí que em 2014, fizeram 20 anos que a música brasileira perdeu o que provavelmente era o maior de seus gênios: Tom Jobim. Dono da ainda mais baixada música do mundo, Garota de Ipanema, autor de algumas das obras mais lindas que existem na língua portuguesa (perdão quem gosta, mas acho uma merda a tradução) e mais um motivo pra gente ficar orgulhoso dessa terra chamada Brasil.

Mas por mais que Garota de Ipanema seja toda linda e representativa do Rio e de Copacabana, meu coração sempre será de Wave e das estrelas que esquecemos de contar. Ai, ai. provavelmente porque sou de São Paulo e ainda não cheguei nem perto de terras fluminenses

trilha sonora #1: popzinho básico

E, retomando o rumo do bloguê, eis aqui uma tag-tentativa de me fazer ouvir mais música nova ao invés de ficar repetindo pra sempre minhas playlists antigas do PC – mesmo que eu não aguente escutar mais nada que esteja ali dentro.

Pra primeira semana, música pop básica que todo mundo escuta baladas afora, na academia ou via motoristas generosos que saem desfilando pela rua nos finais de semana compartilhando música alta de graça.

1. Outside, Calvin Harris feat. Ellie Goulding

Sou dessas que, quando se apaixona uma música, ouve ela infinitamente até enjoar. O hit eleito da vez é esse conjunto maravilhoso formado pela voz da estilosíssima Ellie Goulding, composição (eu acho, né) do muso-mór presença garantida das baladas Calvin Harris e esse instrumental legal com violino fake (?) de fundo ❤

2. Rude, de Magic!

Eu detestava essa música no começo, mas ela tem alguma coisa que me fez amá-la depois de escutar tantas e tantas vezes tocando pela vida.

A única coisa ruim é que eu não aprendi até agora a cantar o refrão inteiro. Alguém me ensina?

3. Crazy, de Gnarls Barkley

Ah… bateu saudade. Sei lá.

4. Brave, de Sara Bareilles

Sarinha é amor antigo na minha vida, sempre me sinto melhor quando escuto coisa dela. A batidinha do começo é IDÊNTICA à de Roar, da Katy Perry, e as duas músicas tem essa vibe meio autoajuda, mas são bem diferentes, e sei lá, os estilos das cantoras são bem… enfim, por que eu estou dizendo tudo isso?

Ah, só escuta, vai. É legal. Juro.

5. Uptown Funk, de Mark Rowson feat. Bruno Mars

Uma coisa que eu percebi: se tem Bruno Mars no meio, é porque a parada será boa.

Instrumental mara! Dá vontade de sair dançando do nada no meio do escritório, mas a civilização insiste que eu preciso ficar sentada quietinha fazendo aquela poker face pro monitor (“nossa, demais essa planilha. UAU”).

6. Break The Rules, de Charli XCX

Não faço a menor ideia de quem seja essa mina (edit: descobri depois que é ela quem canta Fancy junto com a Iggy Azalea. E ela me lembra muito alguém, viu), mas quem liga? A música é demais e é isso o que importa, no final das contas.

Deu até saudades do tempo de escola… OK, MENTIRA, o que deu mesmo foi arrependimento de não ter sido tão porra loka quanto deveria na época.

7. Out Of The Black, de Royal Blood

Um belo dia (ontem), uma amiga aqui do estágio compartilha no grupo dos estagiários esse som, uma indicação de outro famigerado coleguinha nosso.

A vida me ensinou a ser desconfiada com esse lance de “ouve isso aqui” enviado no zap-zap, então, ajeitei o fone de ouvido e já me preparei pra segurar a risada porque jurava que um funkão daqueles ia pular na minha cara…

Mas não, era só o álbum do Royal Blood, mesmo.

Agora isso sim me surpreendeu! Não só não escutei nenhum pancadão pornográfico, como descobri uma banda nova que é mara.

sobre a vida #5: double decade, dirigindo, depressão

Parabéns para mim!

Nessa sexta-feira (28), completei duas décadas de vida.

Eu lembro de quando tinha 10, e ficava imaginando o quão maravilhoso seria chegar nessa idade e ser feliz e independente… Ok, mentira, eu nem me imaginava com 20 anos – minha maior preocupação da vida na época era acordar no horário exato pra ligar a TV Globinho bem  quando os desenhos legais começassem. Bons tempos…

Mas, de qualquer forma, inocente sabe de nada mesmo, não?

Eu achando que estaria dirigindo, fazendo faculdade e morando sozinha com 18 anos.

Turns out, tô com 20, me graduando na base de lágrimas de sangue, sob o teto dos meus pais por um período ainda indefinido, e sem a maldita carta de motorista.

Mas isso é só por um tempo, afinal…

Comecei minhas aulas práticas de direção! AEAEAE

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