sobre a vida #5: double decade, dirigindo, depressão

Parabéns para mim!

Nessa sexta-feira (28), completei duas décadas de vida.

Eu lembro de quando tinha 10, e ficava imaginando o quão maravilhoso seria chegar nessa idade e ser feliz e independente… Ok, mentira, eu nem me imaginava com 20 anos – minha maior preocupação da vida na época era acordar no horário exato pra ligar a TV Globinho bem  quando os desenhos legais começassem. Bons tempos…

Mas, de qualquer forma, inocente sabe de nada mesmo, não?

Eu achando que estaria dirigindo, fazendo faculdade e morando sozinha com 18 anos.

Turns out, tô com 20, me graduando na base de lágrimas de sangue, sob o teto dos meus pais por um período ainda indefinido, e sem a maldita carta de motorista.

Mas isso é só por um tempo, afinal…

Comecei minhas aulas práticas de direção! AEAEAE

#todaschora

Ou só eu, mesmo. HEH

Comecei a autoescola num surto de rebeldia de “QUE ABSURDO!!1!11! FAREI 20 ANOS E AINDA NÃO SEI DIRIGIR”, mesmo sabendo que precisaria tirar tempo hábil do submundo pra conseguir encaixar essa joça nos meus horários.

Resultado: eu, nas férias, morrendo de sono assistindo as aulas teóricas, e sendo obrigada a me arrastar até um posto do DETRAN num dia de frio e chuva pra prestar a prova.E eu sei que não tenho o direito de reclamar, mas a vida parece mais engraçada quando eu rio das minhas próprias desgraças… sei lá.

Enfim, passei na prova, enrolei quase quatro meses pra aprender a pegar no carro mesmo, e aqui estou.

Olha, não é tão difícil quanto achei que fosse! Obviamente, me embanano toda na hora de mudar a marcha, morro de pânico de cruzamentos, sempre deixo o carro escorregar uns 7 metros pra trás quanto tento dar saída na ladeira e sou completamente incapaz de fazer tudo isso enquanto observo o movimento da rua e os espelhos, MAS não matei ninguém, o que já é uma grande vitória pra mim.

Aliás, meu instrutor é um fofo – ensina super bem e quando faço cagada, ele só ri da minha cara ao invés de ficar bravo.

Ele sempre me diz pra eu ficar calma, pra não segurar o volante com tanto desespero e me preocupar em dirigir o meu carro, afinal, os outros motoristas estarão me vendo e eles sabem o que fazem. Eu até acreditaria se, meia hora depois, eu quase não visse 2 carros quase baterem no ônibus onde eu estava por falta de seta e invasão de faixa.

Coisas assim me deixam meio desesperada. É isso que eu vou ter que encarar pro resto da vida?

Pára o mundo, tô querendo descer!

Falando em tristezas…

Nem preciso comentar quem se foi na última sexta, né? 😥

ChavesChapolin são marcos na vida de muita gente – gente, é quase impossível encontrar alguém que nunca tenha visto e mais impossível ainda descobrir quem não goste.

E o mais engraçado é que, por mais que a gente zoe, diga que é o eterno preenchedor da grade do SBT, nenhum show que eu conheça tem essa magia de fazer você parar e rir dos jargões, mesmo que seja a milionésima vez que você os veja. E que venha fazendo isso há mais de 30 anos.

Geralmente, quando gente assim morre, eu tenho a mania de ficar me lamentando porque sinto que nunca aproveito a obra da pessoa tanto quanto deveria durante a vida dela, sabe? Foi assim com Michael Jackson e Chorão.

Felizmente, não posso dizer o mesmo de Bolaños – Chaves me acompanhou durante muito tempo nas horas de almoço! E é um dos motivos pelos quais eu tenho vontade de conhecer Acapulco e provar suco de tamarindo.

E é lindo ver homenagens e momentos bonitos assim mesmo num momento tão triste.

Descanse em paz, Chespirito!

Y muchas gracias por todo!

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