sobre a vida #9: disciplina, prioridades, desapegos

sobre disciplina (ou melhor, a falta dela)

Ugh.

Eu juro, vou parar de fazer promessas. Ironicamente, estou fazendo uma pra parar de fazê-las, mas… argh, enfim.

Alguém me explica o que aconteceu que já estamos no QUINTO mês de 2015? Esse ano está passando muito rápido (não é brincadeira dessa vez, tá voando as coisa tudo mesmo), tá meio difícil entender tudo o que está se passando. Tem muita coisa se passando na vida, e, pra variar, me senti obrigada a deixar o blog de lado mais uma vez, até porque estou meio sem foco pra ele ainda.

Não sei, gente, acho estranha essa coisa de chegar e escrever para um grande eco sobre as minhas opiniões e afins. Sinto que estou numa fase muito intensa de mudanças, que estou amadurecendo, mesmo. (ou ficando careta e ranzinza, como preferir)

Mas como em todo bom período de crise, estou sendo obrigada a confrontar alguns aspectos e coisas minhas que já não fazem tanto sentido pra mim, ou que estão me atrasando mesmo (no sentido espiritual-evolutivo da existência). Portanto, estou revendo meus valores, algumas visões de mundo meio ultrapassadas e, claro, defeitos meus. Incluindo a minha não-disciplina e minha falta de organização.

Apesar de tudo, tenho orgulho em dizer que estou melhorando nas duas frentes, e que, ok, não me transformei na Miss Produtividade, mas tô lidando melhor com minha vidinha… eu acho.

E uma das provas disso eu tirei há uns dias atrás, quando completei os #100happydays.

Sim, eu consegui.

EU CONSEGUI OMG, OBRIGADA BRASÊL, É MUITA EMOÇÃO

pelo menos, estou conseguindo estabelecer minhas prioridades melhor!

Eu deveria estar surtando, com o TCC, e a iminência da vida adulta definitiva batendo na porta. Eu nem estou nostálgica ou triste… só pelo fato de ter que parar de pagar meia, que acho que é um golpe do qual nunca mais me recuperarei. Falo mermo!

Comecei a pensar em vários outros projetos pra tocar, coisas que quero fazer… é aquele cuidado pra não dar uma mordida maior do que a boca e morrer engasgada com restos nos pulmões #odrama.

Mas eu ainda preciso daquele puxão de orelha (que deveria ser mais uma voadora na fuça) mental pra não descuidar do TCC. É em grupo, e confesso que isso acaba me deixando mais desleixada porque o peso não está só nas minhas costas, mas não dá pra montar em cima das amigas e pagar de folgada, né? (até porque tivemos um santo problema com uma pessoa que não fazia nada no grupo, e a novela só terminou quando a dita criatura trancou a faculdade – deixando para trás um rastro de vergonha, desgraça e muitos surtos neuróticos alheios… enfim, história pra outro dia)

Aliás, percebi que estou mudando muito esse ano. E não sei vocês, mas isso sempre se reflete no meu estilo, no jeito que eu me visto, e tal.

Resultado: desapegos mil e faxinas alucinadas no armário

Ok, talvez não num nível tão frenético, mas, sim, isso é real. Está acontecendo agora.

Oooooooooooooohhhhhhh

Então, percebi nesse meio tempo que não suporto 1/3 das minhas roupas. Ok, não que eu as deteste, muitas delas eu usei muito por muitos anos. Eu só não me enxergo mais nelas.

Sou dessas que se apega muito às coisas, então, me desfazer de roupas ou o que for é sempre um processo meio doloroso pra mim. Eu fico olhando e lembro de coisas que passei com aquela peça em específico (sim, é esse o nível da neurose), às vezes me dói saber que gastei dinheiro numa peça e nem usei, ou foi algo que ganhei de presente de uma pessoa querida… enfim, os motivos não acabam.

O fato é, o passado pode não ter sido a melhor coisa do mundo, mas ele me fez ser a pessoa que eu sou hoje, e eu ainda sinto saudades da menina que eu costumava ser em alguns momentos, por mais que eu não queira continuar como ela. Me desfazer das coisas que faziam ela ser quem é (as calças jeans surradas que nunca serviam direito, as blusinhas estampadas) me dá a impressão de que estou me despedindo dela… pra sempre.

E eu sei que preciso deixar isso pra trás de vez, mas é complicado. Nunca mais voltarei a vê-la, mas até aí, o tempo não volta, também.

Quer saber, retiro o que eu disse. Talvez eu esteja nostálgica e triste e passando pela crise de entrada na fase adulta, mesmo.

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