sobre a vida #10: quase lá e retrospectiva

19 dias para acabar o ano.
É, galera. Chegamos aqui. 2015 foi um daqueles anos que passava muito rápido e ao mesmo tempo parecia não acabar nunca – mas como tudo tem que ter um fim, lá está ele, ali, bem na esquina.
Não postei muito ao longo do ano, e o que escrevi foi mais sobre amenidades do que qualquer outra coisa. Mas 2015, esse ano que eu completei 21 anos de vida, foi um dos, se não O mais, intenso da minha história. Não que ela seja grande ou qualquer coisa, mas assim, já passei por um bom número de perrengues e situações loucas e esse ano veio para coroar.
Eu me perdi. E quando achei que tinha me encontrado, me perdi de novo. Deu medo, me retraiu, desestruturou de verdade. E por mais que tenha sido sofrido, eu o viveria de novo do mesmo jeito. Porque eu encontrei e descobri um bom número de filhos da puta – gente que me passou a perna, demonstrou quem era de verdade, ou se mostrou nem tão essencial assim pra mim. Mas tive a sorte de me deparar com um punhado valioso de verdadeiros anjos que me levantaram quando caí, me empurraram pra frente quando precisei e me mostraram o tipo de gente que eu quero ser e ter ao meu lado.
Eu fiz muita coisa que eu nunca achei que faria. Fui a um campeonato de Jogos Universitários. Fui a um Lollapalooza. Finalmente criei coragem pra mudar o cabelo, venci a vergonha (imbecil e sem fundamentos) e fui fazer terapia, consegui um livro autografado, descobri e me apaixonei pelo pole dance. Daqui a dois dias to fazendo tatuagem – a primeira! Volto pra contar como foi.
Eu sou uma nova pessoa. E olha só, eu descobri que gosto dela, e quero ir até o fim para descobrir do que mais ela é capaz.
Então, 2016, pode vir, pode chegar.
Porque eu mal posso esperar para conhecer a eu que vou descobrir com você.

Um abraço,
Lari

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filme da vez #3: paraísos artificiais

Eu pago um pau desgraçado pra Nathália Dill – via uns pedaços da temporada de Malhação que ela estreou, e MEU XEÇUIS, que sofrência. Claro que com todo o talento e lindice, ela ganhou um puta destaque, já abocanhou uma protagonista na próxima novela, e pela primeira vez na minha existência eu me via convencida por uma vilã de MALHAÇÃO.

Gente, é sério. Geralmente eu dou risada com vilões de novela mas quando eu via aquela menina eu podia jurar que ela era má de verdade (e depois boazinha, acho que ela se regenerou no final, não lembro). Rolava um recalque branco porque ela é maravilhosa também.

Mas enfim, passou o trailer desse filme antes de passar um outro filme que eu tinha ido ver no cinema e eu não lembro qual, vi a carinha dela lá e já fiquei MANO ESSE FILME DEVE SER SENSACIONAL, VOU BAIXAR DEPOIS. Ok que o depois veio 3 anos depois, mas mé, detalhes.

Curti muito o filme, mas confesso que não prestei muita atenção na trilha sonora – todinha eletrônica e feita sob medida. Sobre o tema: claro que um dos pontos é meio que “alertar” a garotada sobre o que rola nas raves (basicamente: diga não às drogas), mas o tempo todo fica bem pautada essa coisa dos perigos de “se deixar levar”. Nas promessas de um êxtase rápido, fácil e intenso, podem vir consequências desagradáveis. Não só no quesito ficar bem loko, mas também de querer dinheiro fácil, se deixar levar por más companhias, confiar demais na resistência do próprio corpo, e por aí vai.

Também tem aquela coisa das escolhas – nem só de prazer a gente vive, e às vezes, alguns poucos momentos de irresponsabilidade podem te afetar de forma drástica nos dias, meses, ou anos seguintes.

Filme legal pra fazer pensar, com uma produção maravilhosa, roteiro bacana e efeitos visuais de impacto. A cena do cartaz do filme (a festa com as tintas que brilham em luz negra) é maravilhosa! ❤

coisas que a gente acha na net #1

Porque eu perambulo demais por essa net, mas às vezes pelos mesmos lugares. Bom sair da nossa zona de conforto e compartilhar conteúdo que merece ser compartilhado… né?

Não sei vocês, mas sou dessas cujo histórico do navegador consegue dizer bem qual fase exatamente estou passando pela vida – se estou em crise ou se retornei à prática do deboísmo. Coincidência do destino, ou sinais do universo, sei lá, mas eu sempre acabo encontrando coisas que me ajudam a superar. Essa é uma fase de crise. E essas são as coisas que mais me ajudaram.

O Ique, sempre um poeta, escreve nesse texto sobre um dos últimos momentos que passou ao lado do pai, já no hospital e ligado a uma máquina de oxigênio. Legal para refletir sobre a vida, uma daquelas coisas que você precisa ler quando estiver com medo de fazer alguma coisa – mudar de rumo, de emprego, de um relacionamento ruim.

Uma boa dose de verdades na cara sobre as vezes em que deixamos de fazer coisas que queremos, ou nos sentimos obrigados a fazer coisas que NÃO queremos, apenas para sermos bem vistos socialmente, com reputações bonitinhas e etc.

Eu AMO de paixão venerada o canal da Jout, e sou fãzaça (é assim que se escreve?) do jeito sarcástico dela e de tudo o que ela fala nesse vídeo. Ela consegue deixar assuntos pesados leves, sabe? Nesse vídeo, ela fala sobre como superar bads (BINGO!). Já dando meu testemunho, comecei a chorar logo depois do vídeo e isso me fez um bem do caralho. Falo mesmo.

O tal do “copinho” fisgou meu interesse, e de tanto ouvir propaganda positiva, decidi adquirir um para mim. Isso ainda não aconteceu, mas eu já comecei minha busca frenética por informações, marcas, modelos e etc. Quase caí pra trás quando vi a data do post (achei que era super recente mas aí me dei conta que 2010 foi HÁ CINCO ANOS ATRÁS), depois rolou uma jogada de cabeça na mesma direção devido às risadas.

Eu ainda não entendi direito sobre o que se trata o BossBabe – acho que é tipo um LinkedIn exclusivamente feminino que prega que o sucesso profissional não está desgarrado da vaidade. Seja lá o que for, o instagram deles é inspirador, as mensagens são incríveis, e eu assino embaixo o mote da rede 🙂

trilha sonora #8: deus me leva

Eu só não fico mais ansiosa pra que Setembro acabe logo porque dessa forma nós entramos em Outubro, e eu não tenho estrutura psicológica para aceitar que DEZ MESES SE PASSARAM.

Ao menos tenho moral para dizer que fiz muita coisa que queria fazer esse ano – e tem mais alguns objetivos se tornando realidade por aí, ein. Me aguardem.

Pois então, músicas.

  1. Jason Derulo – Cheyenne
  2. Massive Attack – Angel
  3. Youngblood Hawke – We Come Running
  4. Ne-Yo feat. Sonna Rele – Every Day With Love
  5. Benjamin – Underdogs
  6. Ludacris feat. Trey Songz – Sex Room
  7. C2C – Down The Road

Inté.

trilha sonora #7: solta o som

Eu sei, eu sei, tá rolando Rock in Rio com show da Katy Perry e Ivete Sangalo, VAI ENTENDER, mas além de não terem rolado oportunidades (leia-se: grana, disposição e companhia) para ir até a Cidade Maravilhosa passar perrengue na praia lotada nesse calor de Judas QUE EU AMO, SÓ QUE MUITO NÃO, o armário vomitando roupa desarrumada e a vontade monstra de assistir Narcos (e matar o jejum infinito de séries no qual eu me meti e simplesmente não consigo me livrar) falaram um pouquinho mais alto.

Superei aquela crise maldita do capeta e as músicas tem andado mais animadinhas, com direito a gratas surpresas de playlists aleatórias do Spotify (pra variar) e um forró nada a ver com nada que grudou na minha cabeça depois que o escutei sendo cantado bem mal diga-se de passagem mas quem sou eu pra julgar num karaokê e depois vi a banda ao vivo ao ser arrastada para um forró por uma amiga do trabalho.

Foi loko esse dia,

  1. Robin Thicke feat. Nicki Minaj – Back Together
  2. Shinedown – Cut The Cord
  3. Marcus Santoro & The Potbellee – All The Way
  4. Tokio Hotel – Love Who Loves You Back
  5. Catey Shaw – Walks All Over You
  6. Pixie Lott – Lay Me Down
  7. Bicho de Pé – Nosso Xote

Té mais ❤

trilha sonora #6: recomeçar

Ora, olar.

Eu passei os últimos meses numa crise tensa e ao mesmo tempo muito tosca, e isso chacoalhou eu e a minha vida de cabeça pra baixo – de uma hora pra outra, eu, que me julgava tão decidida e ambiciosa, me vi confusa, sozinha e perdida nesse mundão. De repente, parecia que eu não me reconhecia mais no espelho, não sabia mais o que eu era nem o que eu queria ser. Tenso.

Musicalmente eu nunca senti que fui uma pessoa muuuito entendida – eu geralmente ouço o que tá na rádio, às vezes escuto um som em algum lugar aleatório e curto, de repente o player automático do Youtube me joga num vídeo de uma banda que eu não conheço. Mas eu nunca fui muito desbravadora nesse sentido. E acho que é hora de mudar (não só no quesito música, no quesito eu, mesmo).

Não afirmo que estou bem e totalmente curada, mas já é um começo, e se antes eu tava angustiada e chorando de noite no travesseiro, hoje eu me pergunto mais quem é essa nova eu que vai viver a nova fase da vida.

Então, vamos lá. Sobre as músicas que mais me embalaram nos últimos dias:

  1. Oliver Heldens & Shaun Frank – Shades Of Grey (feat. Delaney Jane) (Leeyou & Danceey Remix)
  2. Hedley – Crazy For You
  3. Jorge & Matheus – Flor
  4. Calvin Harris feat. Ayah Marar (Michael Brun Remix) – Thinking About You
  5. Patrick Stump feat. Alph-a-bit – Porcelain
  6. Melanie Martinez – Soap
  7. Digital Farm Animals – True

(sem mais comentários porque além de não acrescentarem muita coisa não eram muito interessantes também hueheueh)

sobre a vida #9: disciplina, prioridades, desapegos

sobre disciplina (ou melhor, a falta dela)

Ugh.

Eu juro, vou parar de fazer promessas. Ironicamente, estou fazendo uma pra parar de fazê-las, mas… argh, enfim.

Alguém me explica o que aconteceu que já estamos no QUINTO mês de 2015? Esse ano está passando muito rápido (não é brincadeira dessa vez, tá voando as coisa tudo mesmo), tá meio difícil entender tudo o que está se passando. Tem muita coisa se passando na vida, e, pra variar, me senti obrigada a deixar o blog de lado mais uma vez, até porque estou meio sem foco pra ele ainda.

Não sei, gente, acho estranha essa coisa de chegar e escrever para um grande eco sobre as minhas opiniões e afins. Sinto que estou numa fase muito intensa de mudanças, que estou amadurecendo, mesmo. (ou ficando careta e ranzinza, como preferir)

Mas como em todo bom período de crise, estou sendo obrigada a confrontar alguns aspectos e coisas minhas que já não fazem tanto sentido pra mim, ou que estão me atrasando mesmo (no sentido espiritual-evolutivo da existência). Portanto, estou revendo meus valores, algumas visões de mundo meio ultrapassadas e, claro, defeitos meus. Incluindo a minha não-disciplina e minha falta de organização.

Apesar de tudo, tenho orgulho em dizer que estou melhorando nas duas frentes, e que, ok, não me transformei na Miss Produtividade, mas tô lidando melhor com minha vidinha… eu acho.

E uma das provas disso eu tirei há uns dias atrás, quando completei os #100happydays.

Sim, eu consegui.

EU CONSEGUI OMG, OBRIGADA BRASÊL, É MUITA EMOÇÃO

pelo menos, estou conseguindo estabelecer minhas prioridades melhor!

Eu deveria estar surtando, com o TCC, e a iminência da vida adulta definitiva batendo na porta. Eu nem estou nostálgica ou triste… só pelo fato de ter que parar de pagar meia, que acho que é um golpe do qual nunca mais me recuperarei. Falo mermo!

Comecei a pensar em vários outros projetos pra tocar, coisas que quero fazer… é aquele cuidado pra não dar uma mordida maior do que a boca e morrer engasgada com restos nos pulmões #odrama.

Mas eu ainda preciso daquele puxão de orelha (que deveria ser mais uma voadora na fuça) mental pra não descuidar do TCC. É em grupo, e confesso que isso acaba me deixando mais desleixada porque o peso não está só nas minhas costas, mas não dá pra montar em cima das amigas e pagar de folgada, né? (até porque tivemos um santo problema com uma pessoa que não fazia nada no grupo, e a novela só terminou quando a dita criatura trancou a faculdade – deixando para trás um rastro de vergonha, desgraça e muitos surtos neuróticos alheios… enfim, história pra outro dia)

Aliás, percebi que estou mudando muito esse ano. E não sei vocês, mas isso sempre se reflete no meu estilo, no jeito que eu me visto, e tal.

Resultado: desapegos mil e faxinas alucinadas no armário

Ok, talvez não num nível tão frenético, mas, sim, isso é real. Está acontecendo agora.

Oooooooooooooohhhhhhh

Então, percebi nesse meio tempo que não suporto 1/3 das minhas roupas. Ok, não que eu as deteste, muitas delas eu usei muito por muitos anos. Eu só não me enxergo mais nelas.

Sou dessas que se apega muito às coisas, então, me desfazer de roupas ou o que for é sempre um processo meio doloroso pra mim. Eu fico olhando e lembro de coisas que passei com aquela peça em específico (sim, é esse o nível da neurose), às vezes me dói saber que gastei dinheiro numa peça e nem usei, ou foi algo que ganhei de presente de uma pessoa querida… enfim, os motivos não acabam.

O fato é, o passado pode não ter sido a melhor coisa do mundo, mas ele me fez ser a pessoa que eu sou hoje, e eu ainda sinto saudades da menina que eu costumava ser em alguns momentos, por mais que eu não queira continuar como ela. Me desfazer das coisas que faziam ela ser quem é (as calças jeans surradas que nunca serviam direito, as blusinhas estampadas) me dá a impressão de que estou me despedindo dela… pra sempre.

E eu sei que preciso deixar isso pra trás de vez, mas é complicado. Nunca mais voltarei a vê-la, mas até aí, o tempo não volta, também.

Quer saber, retiro o que eu disse. Talvez eu esteja nostálgica e triste e passando pela crise de entrada na fase adulta, mesmo.